Triagem
4.1 Considerações quanto à seleção e utilização de CAD para rastreamento em programas de TB
As tecnologias CAD para leitura automatizada de radiografias digitais de tórax visando à detecção de TB oferecem uma solução promissora para países com alta carga de TB; entretanto, selecionar o produto CAD mais apropriado para um contexto específico pode ser complexo. Ao selecionar um produto de CAD, os programas de TB e implementadores precisam considerar vários aspectos da tecnologia e sua interface com a infraestrutura existente, incluindo:
2.1 Introdução
As duas abordagens complementares para melhorar a detecção precoce da TB são ilustradas na Fig. 2.1. A abordagem principal consiste em otimizar o itinerário iniciado por pacientes para diagnóstico e tratamento da TB (para mais detalhes, vide 2.1.1). Essa abordagem não constitui rastreamento, é uma forma de detecção passiva de casos.
1.3 Objetivos do manual operacional
Este documento fornece orientações práticas sobre como traduzir as recomendações de rastreamento da OMS em uma estratégia nacional ou local com objetivos claros, priorização de grupos de risco e definição das abordagens de rastreamento mais adequadas.
Os objetivos específicos são:
Anexo 2 Comparação de desempenho dos algoritmos de rastreamento para a população em geral e grupos de alto risco (excluindo pessoas vivendo com HIV/aids)
As tabelas a seguir contêm estimativas modeladas do desempenho e dos resultados dos 10 algoritmos de rastreamento descritos acima quando aplicados a uma população rastreada de 100 mil pessoas, em três contextos diferentes de prevalência de TB: 0,5%, 1% e 2%.
1 – Rastreamento com tosse
2 – Rastreamento paralelo com tosse e radiografia de tórax
3 – Rastreamento seriado positivo sequencial com tosse e radiografia de tórax
4 – Rastreamento seriado negativo sequencial com tosse e radiografia de tórax
5 – Rastreamento com qualquer sintoma de TB
5.1 Introdução
Desde 2011, a OMS recomenda realizar o rastreamento sistemático da TB doença em PVHA a cada visita a um estabelecimento de saúde. A recomendação baseia-se no alto risco de TB e mortalidade nesse grupo e na lacuna persistente na detecção de casos nessa população.
3.3 Ferramenta ScreenTB
A estratégia de rastreamento mais desejável é uma que tenha alto rendimento total de casos verdadeiro-positivos de TB, poucos falso-positivos, baixo NNR e baixo custo, use um algoritmo rápido e simples e seja bem aceita pelas pessoas rastreadas. Na prática, muitos desses fatores atuam em direções opostas, tornando necessária uma análise multifatorial. A ferramenta on-line ScreenTB foi desenvolvida para auxiliar na priorização de grupos de risco para rastreamento e na seleção de algoritmos apropriados de rastreamento e diagnóstico.
3.2.1 Características básicas dos algoritmos de rastreamento e diagnóstico de TB
Um algoritmo de rastreamento sistemático da TB deve combinar um ou vários testes de rastreamento e uma avaliação diagnóstica separada para TB doença, conforme recomendado pela OMS (12). Um teste diagnóstico negativo pode ser seguido por uma avaliação clínica adicional se a suspeita clínica de TB ainda for elevada. Isso pode incluir um novo teste com o mesmo método de diagnóstico ou outro método e/ou seguimento rigoroso dos sintomas clínicos, com ou sem exames de imagem do tórax.
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