Capítulo 5. Rastreamento da tuberculose doença em adultos e adolescentes vivendo com HIV/aids
Os algoritmos de rastreamento de adultos e adolescentes (≥10 anos de idade) vivendo com HIV/ aids são apresentados na Fig. A.3.1-A.3.11 do Anexo 3.
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Os algoritmos de rastreamento de adultos e adolescentes (≥10 anos de idade) vivendo com HIV/ aids são apresentados na Fig. A.3.1-A.3.11 do Anexo 3.
A ferramenta de calibração de CAD para detecção de TB foi desenvolvida para análise de dados coletados no protocolo de calibração de CAD descrito acima.
Um kit de ferramentas foi desenvolvido em conjunto pelo Programa Global de Tuberculose da OMS e pelo Programa Especial de Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais para a realização de um estudo de calibração de CAD em um novo contexto. O kit de ferramentas tem três partes.
A seleção dos algoritmos de rastreamento e diagnóstico deve basear-se nos seguintes fatores:
Este manual operacional inclui 10 opções de algoritmos de rastreamento para a população em geral e para grupos de maior risco (excluindo PVHA ou crianças), que consistem em uma combinação de um ou dois testes de rastreamento e uma avaliação diagnóstica (Anexo 1). Os algoritmos de rastreamento de PVHA são discutidos no Capítulo 5 , e algoritmos de rastreamento de crianças, no Capítulo 6.
O sucesso do programa de rastreamento pode levar a um rendimento cada vez menor ao longo do tempo, por exemplo, se o grupo de risco for uma população fixa. Ao longo do tempo, alterações na carga basal de TB e no perfil dos pacientes com TB na comunidade (por exemplo, uma tendência a menos pacientes com TB sintomática, menos casos de TB com baciloscopia positiva e diminuição da mortalidade por TB) podem levar a uma redução no rendimento do rastreamento, aumento do NNR, redução na relação custo-efetividade e mudança na razão entre benefícios e malefícios.
Dependendo dos objetivos do programa de rastreamento e dos resultados do monitoramento dos indicadores discutidos, pode ser necessária uma avaliação especial para determinar as razões de uma baixa adesão ao rastreamento; uma proporção inesperadamente baixa de pessoas com TB presumida identificadas por rastreamento; uma baixa proporção de pessoas com TB presumida que foram posteriormente submetidas a teste diagnóstico de TB; um NNR superior ao esperado; ou uma alta proporção de casos não confirmados bacteriologicamente, entre outros cenários.
O monitoramento e a avaliação do rastreamento sistemático devem estar incorporados aos programas de monitoramento e avaliação utilizados no programa nacional de controle da TB. O programa determinará as funções das pessoas envolvidas no monitoramento e suas características (por exemplo, frequência do monitoramento, métodos utilizados, como as informações coletadas serão usadas para ajustar o rastreamento). Devem ser estabelecidas metas conforme as expectativas de número de casos e rendimento, o NNR e os custos em relação aos benefícios.
Um plano de monitoramento e avaliação deve fazer parte de qualquer programa de rastreamento. As condições gerais e específicas para a suspensão do rastreamento de um dado grupo de risco devem ser estabelecidas desde o início – por exemplo, relacionadas ao rendimento, à contribuição para a detecção global de casos, à melhoria da iniciação e dos desfechos do tratamento, ao custo por caso detectado ou alguma combinação desses fatores.
É fundamental realizar um teste-piloto de qualquer programa de rastreamento recém-elaborado para garantir sua operacionalidade. Os testes-piloto são uma oportunidade valiosa para refinar novos instrumentos (por exemplo, RADIOGRAFIA digital, CAD e CRP), protocolos, sistemas de dados e estruturas de gestão. Também permitem fazer uma avaliação inicial do desempenho do programa de rastreamento em termos de rendimento e custos para assegurar que tenha os efeitos pretendidos na detecção de casos, de forma que o projeto ou protocolo possam ser modificados se necessário.