Links de passagem do livro para PLATAFORMA DE COMPARTILHAMENTO DE CONHECIMENTO DA OMS TB

Qualquer criança menor de 15 anos que tenha tido contato próximo com uma pessoa com TB doença deve ser submetida à investigação de sintomas e/ou radiografia de tórax como parte do rastreamento ativo de contatos (vide Algoritmo A.5.1 no Anexo 5). Os sintomas que devem ser usados para rastrear a TB são tosse, febre e baixo ganho de peso (ou perda de peso). Em crianças pequenas, uma menor vontade de brincar ou letargia também devem ser incluídas na investigação de sintomas; a tosse pode estar ausente. É útil examinar as curvas de crescimento regularmente para determinar se a criança está perdendo peso ou se o peso estagnou, ou seja, está em um platô. Se o ganho de peso estagnar, isso deve ser considerado um sinal de alerta para a possibilidade de TB. Na mais recente revisão, se uma criança apresenta qualquer um dos sintomas mencionados (tosse, febre ou baixo ganho de peso), a investigação de sintomas tem 89% de sensibilidade e 69% de especificidade para a detecção de TB doença (em comparação com um padrão de referência composto) (vide Anexo B on-line das diretrizes de rastreamento).
A baixa especificidade do rastreamento somente por investigação de sintomas significa que cerca de 30% das crianças podem ser submetidas a testes diagnósticos ou mesmo a tratamento da TB sem necessidade. O risco de diagnóstico falso-positivo de TB após uma investigação de sintomas com resultado falso-positivo entre crianças pode ser maior do que em adultos, porque o diagnóstico frequentemente é estabelecido apenas com base no quadro clínico. No entanto, devido às elevadas taxas de morbimortalidade entre crianças com TB, geralmente considera-se que o risco de perder um diagnóstico tem mais peso que o risco de um diagnóstico falso-positivo com tratamento desnecessário da TB, especialmente porque as crianças geralmente toleram bem o tratamento de TB, seja terapêutico ou profilático. Ainda assim, os profissionais de saúde devem permanecer vigilantes para possíveis diagnósticos falso-positivos de TB em crianças, monitorando cuidadosamente sua resposta ao tratamento e considerando diagnósticos alternativos, sobretudo se a criança não melhorar com o tratamento. Se um diagnóstico alternativo plausível for confirmado, os provedores podem cogitar interromper o tratamento da TB, estando sempre cientes de que a TB pode coexistir com outras doenças.